Título:  Proibido
Autora: Tabitha Suzuma
Lançamento: Brasil 2014
Estante: Skoob - GoodReads
Editora: Editora Valentina
Páginas livro físico: 304
Literatura: Estrangeira
Gênero: Ficção, Romance
Estrelas: 4/5
Comprar: Amazon, Saraiva


Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.




Confesso que ainda não tenho muito o que dizer sobre esse livro, ou tenho muita coisa a dizer e não sei como. Enfim, a história relata a vida conturbada de uma família completamente disfuncional. Narrada em “pensamentos” intercalados dos dois personagens principais Lochan e Maya.
Lochan tem dezessete anos, é um aluno com notas excelente. Porem, sua profunda timidez/insegurança/medo de se comunicar com os outros, de interagir como um adolescente “normal” no High SchoolSenior – aqui no Brasil conhecido como último ano do Ensino Médio, faz com que seus professores temam o seu futuro profissional, que seria brilhante se não fosse tão incerto.
Lochan é sem dúvidas o “cara que todas as meninas querem”, mas na pratica não é bem assim que funciona. Ele é o responsável por sua casa, atua como “pai” dos seus 3 irmãos mais novos Kit, Tiffin e Willa.
Maya que deveria ter se enquadrado também como filha do seu irmão mais velho, não ocupa essa posição na família. Ela, apesar dos seus dezesseis anos, sofrida e emocionalmente abalada pela vida que tem, é a “mãe” da família. Cuida de Willa como sua, lida com o temperamento adolescente problemático de Kit, coloca ordem na rebeldia de Tiffin e é o ponto de equilíbrio do Lochan.
Com pais completamente relapsos; o pai abandonou a família e simplesmente sumiu para o outro lado do mundo. A mãe além de alcoólatra se acha uma adolescente com seu primeiro namorado e mal passa em casa – sua casa – onde 5 pessoas contam somente com ela para sobreviver. Maya e Lochan tomam as rédeas da situação e tentam a todo custo manter a família unida apesar do escarço financeiro e emocional que vivem.
Lutam a todo custo para que tudo pareça normal aos olhos alheios e fogem de qualquer situação que possa atrair a curiosidade das autoridades e o conselho tutelar, para que nada separe o pouco que resta do que deveria ser uma grande família. Porque não importa como, para eles família deve permanecer junta.
Em meio a tudo isso, esses dois adolescentes ainda deveriam ser adolescentes, se divertir, entrar em algumas encrencas e se apaixonar...
Não acontece dessa forma. Lochan que sofre constantemente a pressão de seus professores, para que seja mais participativo na escola, mal consegue lidar com um dia inteiro estudando sem ter uma crise de pânico. Maya consegue desligar os sentimentos e “viver” quase normalmente no meio dos amigos.
Mas quando ela decide que deve sair para um encontro com um carinha da escola, lógico, ela foi meio que forçada pela amiga que arrasta as asas para Lochan.
É quando esse encontro é marcado e a “família” recebe a notícia, é que as coisas ficam ainda mais intensas na trama.
Os sentimentos que Lochan vem aprisionando como um louco, se rebelam. Ele nunca se permitiu acreditar que Maya sempre foi o seu algo mais. Ele sempre se condenou por admirar demais a irmã, por ela ser responsável pelo alivio que ele sente só de estar na presença dela.
Maya que sempre foi uma pessoa boa em “disfarçar os sentimentos”, acaba percebendo que esse encontro com o cara bonito, rico e popular da escola, só serviu para quebrar o disfarce dos sentimentos.


E o turbilhão desaba sobre esses dois jovens, de vida problemática. Eles que são do mesmo sangue, mas o amor que existe entre os dois é muito mais. Se rendem ao “Proibido” e passam a lutar contra e a favor do amor...


Sabe um livro que você começa a ler e não pesquisa nada sobre ele antes, e confia no julgamento da sua amiga que te indicou o livro? Eu não sabia que ia sofrer tanto, na verdade mesmo que soubesse, ia ficar curiosa e acabar lendo o livro para confirmar se o sofrimento era tanto.
Eu não ficava tão assim, abalada, intrigada e questionativa(?) com um livro, desde O Código Da Vinci. E não é que eu não creia em Deus, nem nada disso não. É que a Tabitha faz da nossa mente um farrapo com os sentimentos crus nesse livro.
Na metade do livro eu era shipper Lochan e Maya. E eu tive que parar a leitura por algumas horas, para clarear minha mente, meus julgamentos, meus princípios. Porque, incesto é algo que eu sempre reprovei, achava absurdo demais, porque sempre vi/li sobre incestos abusivos.
Agora pegar dois adolescentes de vida conturbada, lidando com todos os problemas que lidavam e descrever como eles se culpavam e se amavam tão nitidamente, faz com que você pare para pensar e reveja todos os seus fundamentos.
Continuo a achar incesto errado – de certo modo – mas entre Lochan e Maya, foi totalmente consequência da vida. Li sobre incesto emocional, é acho isso, acho muito. Mas acredito que seja uma coisa que foi citada no livro; “Duas almas apaixonadas, que infelizmente nasceram na mesma família, do mesmo sangue.”
Acho que esse livro é maravilhoso, a escrita da Tabitha, miga sua louca, essa coisa de escrever na depressão foi muito ousado, é muito detalhista e isso fez com que a leitura do livro fosse tão viva. O tema do livro é polemico, porem não é inacreditável, a gente pode ser deparar com mais Lochans e Mayas do que imaginamos nesse mundo de meus Deus.
Só lamento 2 coisas desse livro, o final; eu não me conformo com esse final de forma alguma. Eu chorei duas horas seguidas quando terminei o livro e nada no final me agradou. Não quero falar sobre o final, por causa dos spoilers, mais poxa! Sofrer tanto e no final cravar mais fundo a espada no peito? Não me conformo Tabitha Suzuma, faça um spin-off de Proibido com um final diferente, não  precisa ser feliz, mas também não precisa ser daquele jeito.
A segunda coisa que não foi legal, é que a mãe saiu impune dessa situação, não acreditei quando li tudo e ela continuou com a vida fácil. Ela foi basicamente a causadora de tudo que aconteceu, deveria sim pagar pelos maus tratos a família, principalmente pelas coisas que sempre jogava na cara do Lochan e por deixar Willa que era a menos dos 5 tão abandonada.


Enfim, dei 4/5 estrelas somente por não concordar com essas coisas, que tem um peso muito grande no livro. Mas preciso dizer que Proibido é um livro que todo mundo deve ler um dia.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado da minha resenha, tentei não dar muitos spoilers, e o que contei ali em cima foi coisa de 0,8% do livro. Muita coisa acontece. Quem já leu o livro, me fala nos comentário se deixei muito spoiler e o que acharam da minha resenha. E quem ainda não leu. LEIA.

Beeeeijos.

2 Comentários

  1. Eu preciso ler esse livro urgentemente. Só ouço coisas bombásticas sobre ele e sua resenha serviu pra aguçar mais ainda minha vontade ler ele. Já prevejo meu coraçãozinho quebrado mais uma vez por causa de um livro.

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  2. É Bell, eu te avisei que tem dor, dor e dor nesse livro. E o choro é livre.

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