04/10/2017

Resenha #93
Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

Título: Os Filhos de Anansi 
Autor (a): Neil Gaiman
Lançamento: 2011
Estante: Skoob - GoodReads
Páginas: 344
Editora: Conrad
Literatura: Estrangeira
Gênero: Fantasia, ficção
Estrelas: 5/5

Charles nunca teve uma relação agradável com o pai, que ele considerava simplesmente constrangedor, nem sabia que ele era Anansi, o trapaceiro deus-aranha. Sequer fazia ideia de que tinha um irmão, Spider, ou imaginava no que sua vida se transformaria após tomar conhecimento disso. E, principalmente, jamais poderia prever que, para colocar tudo de volta nos eixos, teria que mergulhar de cabeça no sombrio e enigmático mundo dos deuses.

Neil Gaiman é um dos meus autores preferidos, perdendo apenas para Colleen Hoover, e Os Filhos de Anansi é meu livro preferido dele. Então, nessa Semana Temática Especial Neil Gaiman, não poderia faltar a resenha desse livro.

Neil Gaiman é um escritor extraordinário. Com um estilo único e livros de gêneros bastante variados, não é de se admirar que ele seja um autor muito conhecido mundialmente. E, mais uma vez, Gaiman consegue escrever um livro espetacular com grane estilo.


Em Os Filhos de Anansi, somos apresentados a mitologia africana, onde o livro mistura as histórias de Anansi - com animais que falam e outros elementos da mitologia - com a narrativa contemporânea de Charles. Anansi, na história, é o deus aranha, mas também pode ser uma pessoa comum. Porém, o mais importante dos papéis dele e o mais relevante para a história e para o protagonista do livro,  é que ele é seu pai.

Charles Nancy, ou Fat Charlie como seu pai o chamava, não possuía uma relação muito boa com seu pai, que sempre o constrangia quando pequeno. Quando adulto Fat Charlie fez questão de ficar bem longe do pai. Mas, depois de muitos anos, quando ele é convencido por sua noiva a convidar seu pai para seu casamento é que ele descobre que o pai faleceu e que precisa voltar para casa para o enterro do pai. 



Durante o enterro, Fat Charlei descobre que é filhos de Anansi, o deus aranha, e também que tem um irmão chamado Spider, do qual ele nunca ouviu o pai falar. A confusão toda acontece quando ele decide seguir a sugestão de vizinha de seu pai, que lhe sugere para falar para uma aranha avisar seu irmão para passar e dar um "oi". E seu irmão realmente aparece. 

A partir daí o livro segue com muita aventura, fraudes catastróficas, cruzeiros para o Caribe e muitas ouras coisas que fazem com que a narrativa seja densa e ao mesmo tempo não perca o bom humor, dando um tom casual a história, mesmo nas partes onde há a miologia africana.

Gaiman utilizou mais uma vez sua velha forma para a construção do personagem principal onde ele começa com um personagem aparentemente normal e desinteressante, mas que no decorrer da obra ele vai crescendo se tornando totalmente relevante e interessante. E essa fórmula e o que eu mais gosto na escrita do Gaiman, a maneira como ele transforma esses personagens e vai construindo e moldando eles de acordo com a evolução da história e raramente vemos um protagonista entediante e que não cresce junto com a história nos livros dele.

Outro ponto interessante nesse livro é a maneira que Anansi utilizava para passar as histórias dele adiante. O livro nos relembra que, antigamente, as histórias eram passadas oralmente, através de histórias e canções. E Gaiman tratou isso de maneira brilhante ao retratar a forma como Anansi escapava de confusões e de seus inimigos través da conversa. E também na forma como Spider utiliza o dom que herdou do pai para conseguir coisas impossíveis como convencer a todos no trabalho de Fat Charlie de que ele é o irmão.

A relação de Fat Charlie com seu irmão é algo que se desenvolve no decorrer do livro, já que as diferenças entre os dois é muito grande. Gaiman também trata de assuntos como perdão e aceitação, que seriam um tanto clichês em livros de ficção, os repelindo e com um certo humor negro.

Alguns chapéus só podem ser usados se você estiver disposto a ser ousado, a incliná-los em determinado ângulo e caminhas com um andar afetado, quase como se estivesse gingando. Eles exigem muito de você.

A versão que eu tenho é a antiga da Conrad, mas a  Editora Intrínseca relançou o livro com uma nova capa e uma nova edição.

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