Título:  O Exército de Imortais (Folclórika #1)
Autor (a): Glauco J. S. Freitas
Lançamento: 2017
Estante: Skoob
Páginas: 178
Editora: Pendragon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Fantasia
Estrelas: 4,5/5

Amaldiçoado pela gigantesca cobra de fogo, Mboi Tatr, o reino de Akakor há séculos vive em uma guerra desigual contra criaturas ferozes e imortais. Com pouca esperança, seus líderes não sabem que estão sendo traídos por um grupo que busca incansavelmente ver a segunda maldição de Mboi Tatr se concluir: a de que voltaria a vida para consumir o mundo em chamas. Mas, o mestiço Räel, um encantador de flechas, ao descobrir o plano macabro, sai no encalço do grupo a fim de impedi-los, para isso colocará sua vida em risco quando poderes muito maiores que os seus entram no conflito.
Eu preciso começar essa resenha me justificando. Porque ela deveria ter saído na semana passada, mas como eu sou a louca das maratonas e tinha alguns prazos de parcerias estourando, não pude postar ela antes. Mas aqui está a resenha do Clube de Temas do mês de maio, que deveria ser uma fantasia e eu trouxe para vocês mais do que uma simples fantasia. 


O livro chegou até mim através do contato do autor que procurava blogueiros para resenhar o livro dele e eu pensei 'por que não?'. E, com a Maratona Literária de Inverno  rolando eu decidi juntar o útil com o agradável e ler esse livro.

O Exército de Imortais conta a história de Rael, que é um mestiço encantador de flechas. Ele é muito competente e dedicado ao que faz e sempre está em missão. Assim ao voltar de uma dessas missões, ele é informado pelo filho do rei (que por acaso também é seu primo) que ele precisará treinar duas irmãs, que querem se tornar arqueiras. 

Mas, como nada na vida de Rael é fácil, quando ele estava treinando as garotas, ele recebe uma nova missão e resolve levá-las junto para que vissem como realmente é o trabalho de um arqueiro. E é aí que tudo realmente desanda. Eu não vou falar mais porque como o livro tem poucas páginas, qualquer coisa a mais que eu fale pode se tornar um spoiler muito grande.  

O autor soube utilizar muito bem o folclore nacional e conseguimos distinguir claramente os seres da nossa mitologia nas quais ele se baseou para construir alguns personagens do livro. Todo o universo criado é espetacular, muito bem desenvolvido e nos é explicado toda sua história, desde a criação até o momento em que a trama acontece. 

Outro ponto muito bom do livro é que não temos páginas e mais páginas de descrição de relva, como pode ser observado em outros livros de fantasia, não, o autor soube resumir a história de maneira bem eficaz e sem deixar aquela sensação de que falta algo na história, nos fazendo entender apenas o necessário para o livro naquele momento. A magia que os personagens usam no livro também é explicada, como foi criada, porque alguns personagens não possuem magia, o porque de tudo isso é dito no livro.

Os personagens são bem cativantes e bem desenvolvidos. Conseguimos nos apegar a eles rapidamente e com isso a cada virada de páginas estamos sofrendo junto com eles e desejando que consigam cumprir suas missões. E isso é algo maravilhoso, se levarmos em conta que é um livro com menos de 200 páginas. O personagem que mais me chamou a atenção foi o Rael, nosso protagonista. Ele foge totalmente do esteriótipo protagonista e é bem cativante, se tornando quase que impossível não simpatizar com ele desde o início.

Apesar de até agora eu só ter tecido flores para a história, tenho um ponto ruim, que talvez seja o motivo de eu ter tirado um ponto da nota do livro. No início da leitura eu não estava entendendo nada e me sentia mais perdida do que turista em tiroteio no Rio. Eu acho que isso aconteceu porque já somos, logo de cara, jogados numa avalanche de nomenclaturas e linguagem bem diferentes do que estamos acostumados, mas que é bem pertinente ao livro. No entanto, quando a leitura engrena e você se acostuma com essas diferenças (o que é relativamente rápido) a história flui muito bem.

Algo que eu achei fascinante e completamente diferente do usual, foi a divisão dos capítulos. O autor dividiu o livro em capítulos, aos quais ele deu nome a cada um, e dentro desses capítulos temos subdivisões, que ele numerou. Isso facilitou muito na hora de pausar a leitura e, provavelmente esse, é um dos motivos do livro fluir bem rápido, pois não temos a sensação de que o capítulo nunca acaba. 

Esse é um livro nacional de fantasia maravilhoso, que tem como base nosso folclore. Eu amei a leitura e já quero o próximo da série pois preciso saber o que irá acontecer com Rael. Essa é minha recomendação do dia para todos que querem uma boa fantasia nacional, bem construída e com um potencial incrível!

Beijos e até a próxima!



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