Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de desenhos animados no estilo Meninas super Poderosas, Jovens Titãs e afins. Então, minha curiosidade ao saber da nova série animada da Netflix Brasil foi bem grande. Porém, a vida é uma caixinha de surpresas e eu acabei ficando um tempo sem poder acessar a minha conta da Netflix por causa de alguns probleminhas técnicos e por consequência só consegui assistir a série agora.


Super Drags já começou causando polêmicas antes mesmo de sua estreia. Algumas pessoas se incomodaram um pouco com o conteúdo da série e acharam que ela não era própria para crianças (ué, mas a própria Netflix não disse isso?). A Sociedade Brasileira de Pediatria entrou com um pedido de cancelamento da série por ela ter uma linguagem infantil para tratar de conteúdos adultos, o que chamaria a atenção dos pequenos. Além de um deputado federal que divulgou uma nota de repúdio ao desenho, onde ele alega que a atração é um ataque às nossas crianças. 

A Netflix, sensata como sempre, reafirmou que o desenho não é infantil e, com isso, não estaria disponível no catálogo infantil do canal, além de lembrar aos pais que eles podem controlar o conteúdo assistido por seus filhos através das configurações.


Bom, chega das tretas que permearam a pré-produção e a estreia da série e vamos à nossa crítica. 

Super Drags foi criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendoça e Paulo Lascaut e acompanha a vida de Patrick, Ralph e Donizete, três amigos que se transformam em heroínas drags, as Super Drags, que foram criadas para proteger a comunidade LGBT. Quando se transformam elas são Scarlet Camersin, Safira Cyan e Lemon Chifon, que são lideradas pela Vedete Champagne. As Super Drags estão sempre cercadas por situações inusitadas e politicamente incorretas, além de serem completamente desastradas. 

O desenho mostra as inseguranças que todos nós temos, seja aquela barriguinha saliente ou a vontade de agradar nossos pais mesmo que para isso seja preciso mudar aquilo que somos. Super Drags veio para sambar na cara de muita gente preconceituosa e dar vários closes certos se comunicando através de linguagem da internet e fazendo referências à cultura  LGBT, sem contar com todo humor e zoeira que não poderia faltar e a representatividade de que transborda em todo desenho.


A animação traz críticas sobre homofobia, mídia, padrões de beleza impostos pela sociedade e outros assuntos. E um dos grandes antagonistas das Super Drags é um grupo religioso extremista que durante todo o arco insiste em promover a "cura gay" (te lembrou algo não?).

A atração é dublada por vozes famosas como Fernando Mendoça, que também é um dos criadores e o diretor, na voz de Scarlet (minha drag preferida e protagonista das cenas mais engraçadas), Pabllo vittar que dá vida a cantora Goldiva e Silvetty Montilla que faz a vos de Vedete.

Super Drags não é um desenho indicado para todos, mas se você tem a mente aberta, não tem preconceito e quer um desenho para se divertir, esse é o desenho pra você. Com cinco episódios na primeira temporada, certamente você vai se divertir com as Super Drags, mas já deixo o aviso, o desenho contém muito conteúdo impróprio e pode ser que você se sinta incomodado com como quase tudo no desenho tem formato fálico.

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