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12 de março de 2019

Resenha #208 O Homem de Giz - C. J. Tudor @intrinseca


Título: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Estante: Skoob
Lançamento: 2018
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Literatura: Internacional
Comprar: Amazon
Gênero: Suspense, Mistério, Ficção
Estrelas: 3,5/5

Sinopse: Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás. Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.

Tenho que começar essa resenha falando da parte física do livro que é linda. O livro é todo preto e desenhado com os homens de giz e escrito (capa) com giz. O que achei incrível.

O livro que de estreia da escritora C.J. Tudor é intercalado entre presente e passado. O passado é a infância de Eddie e seus 4 amigos em 1986. Como sempre ficam andando de bicicleta pelo pacato bairro, é facilmente comparado com as crianças de Stranger Things e os mistérios da trama, com os livros do Stephen King.

No dia do aniversário do Gav Gordo (um dos amigos do Eddie), ele recebe de presente uma caixinha de giz branco. Mas não se interessa logo de cara com o presente pois não vê utilidade nenhuma nisso. Porém, surge a ideia de que os amigos tenham giz de cores diferenciadas para cada um e tenham códigos que vão representar para onde eles irão e a urgência da ocasião.
Eles tem essa ideia, para dispistarem os adolescentes que praticam bullying com eles. Que são liderados pelo irmão mais velho do Mickey Metal (outro participante da gangue do Eddie).

"Todos tínhamos uma cor de giz. Gav Gordo era vermelho; Mickey Metal, azul; Hoppo, verde; Nicky, amarelo; e eu era laranja. Ninguém da gangue era branco."

Inesperadamente, surgem homens de giz, que levam as crianças para a cena de um crime e eles se deparam com um corpo decepado. Mas eles não sabem quem os levou aquele local, já que nenhum dos amigos fez o código dos desenhos.

No presente, Eddie divide apartamento com uma jovem moça que o faz (talvez) ficar apaixonado e com nostalgia de sua infância. Além disso, ele é professor de inglês na escola em que estudou quando era mais novo.

De repente, surgem vários bonecos de giz. O que faz Eddie reviver o passado e ter medo do que poderá acontecer, visto que quando os homens de giz surgiram, significou que algo ruim estava prestes a acontecer.

"A morte acontecia com outras pessoas, não com crianças como nós, não com pessoas que conhecíamos. A morte era abstrata e distante."

O livro é narrado pelo Eddie, tanto na infância como na vida adulta. Por se tratar de um livro misterioso, com assassinato e coisas estranhas acontecendo, pode não ser confiável acreditar em tudo o que o protagonista diz.

Além das crianças, há também o elenco adulto que nos deixa intrigados. A mãe do Eddie é uma médica que trabalha com abortos e quer trazer uma clínica para cidade. O que deixa grupo des fanáticos pela religião, liderados pelo Reverendo que é pai da Nicky, super furiosos. Eddie tem um professor de inglês que gosta muito. Mas todos na cidade tem receio dele.

"Algo mais permanecia à espreita em minha mente, algo que o Sr. Halloran dissera: carma. Tudo que vai, volta."

Eu gostei do clima de inverno e mistérios do livro. Não descobri quem cometeu o assassinato. Mas achei que o livro demorou um pouco para chegar no clímax.

O livro é todo fechadinho e temos todas as perguntas respondidas. Nenhum fio solto é deixado. Como foi o primeiro livro da autora, achei que foi muito bom. Mas com experiências de outros livros, como leitora não achei algo sensacional.

"Ovo e galinha. Quem veio primeiro ? Os homens de giz ou as mortes ?"

Todos os capítulos finalizam com algo que te prende e são curtos. O que faz com que a leitura seja rápida e empolgante.

Recomendo o livro para quem quer iniciar a leitura de mistérios, triller, suspense. Para quem já está nesse gênero há algum tempo, pode parecer algo raso.

Vocês já leram esse livro ? O que acharam ?

Beijos e até mais J

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