Destaques

25 de maio de 2019

Resenha #228 Quando Éramos Filósofos - Hector Lozano @FaroEditorial

Título: Quando Éramos Filósofos, a história dos alunos de Merli.
Autor (a): Hector Lozano
Estante: Skoob
Lançamento: 2019
Páginas: 288

Editora: Faro Editorial 

Comprar: Amazon

Literatura: Estrangeira

Gênero: Ficção, filosofia 
Sinopse: CONHEÇA O DESTINO DOS PERSONAGENS DA SÉRIE MERLÍ MUITO ANTES DE CHEGAR NA NETFLIX!Passaram-se 7 anos desde que Bruno, Pol, Mònica, Berta, Ivan e Gerard perderam mais que um professor de Filosofia... Perderam um grande mestre. Você vai reencontrar esses jovens e descobrir como as questões filosóficas participaram e transformaram suas vidas: primeiros amores, festas, escolhas profissionais, medo do futuro, relações familiares, amizades... todos os pontos das inesquecíveis aventuras da série de sucesso da Netflix.Narrado por Bruno, você vai relembrar os momentos na escola Àngel Guimerà, que decide escrever uma carta para a sua irmã. Mina, a filha que Merlí teve postumamente com Gina, só deve ler essas memórias quando for adolescente, para descobrir quem eram e comoviveram os alunos de seu pai.Este livro é mais que um novo capítulo da série, que trará os personagens de volta aplicando a Filosofia na prática. Agora, você pode conhecer os destinos desses jovens e refletir sobre histórias parecidas com as suas ou com a de todos que carregam lembranças tão especiais.


Quando Éramos Filósofos conta a história dos alunos de Merli, segundo livro de Hector Lozano. Apesar de o título sugerir aos leitores algo sobre o mundo grandioso da filosofia e seus grandes pensadores, é o inverso de todos os livros já publicado  sobre o assunto. O primeiro livro de Hector Lozano no estilo de autoajuda, nos faz fracionar detalhes de nossas vidas para obtermos uma conclusão própria, como Merli fazia na série.


A trama dá uma nova perspectiva sobre o mundo filosófico, nos fazendo entender como muito da filosofia ensinada está presente na nossa vida. Com uma narrativa fluída, racional e inspiradora. Realmente faz a nossa massa cinzenta adormecida funcionar. 


 O livro tem início com Bruno falando para sua irmã Nina como seria a vida com seu pai se ele estivesse ainda vivo. Isso justamente com toda as suas maquinações que Merli e os peripatéticos fizeram, e como era à vida profissional e pessoal do seu pai. E como foi doloroso para ele assumir ser homossexual quando ele próprio tinha medo de se aceitar. E foi através da filosofia ensinada por Merli que conseguiu vencer o complexo que marcou toda sua adolescência. Pois não sabia como seus amigos reagiriam se soubessem a verdade sobre sua opção sexual.


Merli, com sua estranha maneira ilógica de ver a vida, mostrou qual caminho deveria seguir e como superar seus medos, que o amaria pelo que ele era e não por uma opção sexual. O que  os outros pensavam não importava.


Por Merli ser engraçado, ao escrever aquele diário para ela ler e conhecer um pouco sobre seu pai, era nítido para o leitor que a resposta seria hilária e com certeza haveria uma análise profunda do assunto. Ele diria que o manual de instruções do Bruno para Nina era um pouco inapropriado, mas aquilo não importava porque este era seu pai. Um homem único e sem freio, que não sabia o limite da vida ou de um não.


Entre conselhos, Bruno vai narrando as travessuras que fizeram no ensino médio, falando de seu primeiro amor não correspondido, nas diversas mudanças ocorridas na sua vida e na vida de Merli, e enquanto sofria pelo seu amado Pol, seu pai estava vivendo sua própria paixão com Gina. Seu grande amor gerou um conflito na vida de ambos por terem um filho. E Geraldo não aceito bem a relação de sua mãe com seu professor. Um amor cheio de contrariedade nos termos ilógico da filosofia, assim foi o romance de Gina e Merli. Uma paixão avassaladora.


Mantido em segredo por uma mãe super protetora, que tinha medo do que seu filho Geraldo poderia pensar. O romance vem à tona quando  Bruno por uma vingança revela todo s os segredos da relação entre Gina e seu pai. Tudo devido ao ciúme  da amizade de Merlin com Ivan e das coisas que faziam juntos.  Bruno sentiu ciúmes do seu  pai e se afastou muito, tornando Ivan um de seus alunos preferido na sala de aula, na sua vida pessoal e, assim como Pol, outro peripatético preferido. Isso muitas vezes o deixava com raiva, o que gerava muitas brigas. Ele descontava essa raiva em sala de aula ou em alguém mas próximo de si. Coisa do egoísmo humano, como diria merli.


Merli sempre tinha uma solução para tudo através de algum filósofo. Isso me deixava surpresa quando penso que o relacionamento entre pai e filho estava decaído. Merli  sempre se renovava restaurando o vínculo entre os dois e tudo que fazia na sua vida, tanto como professor, pai, amante, amigo e filho, Merli era simplesmente uma contradição para tudo que existisse em sua volta e assim Bruno define o seu pai para sua irmã Nina.


O livro é narrado como se fosse um  diário para ela ler quando estivesse na adolescência. Bruno segue narrando as aventuras de um jeitão que nos contagia mostrando a Mina como seria sua vida junto com seu pai na adolescência assim como ele o conheceu, com defeitos e contrariedades de uma forma única e que mudou a vida de todos a seu redor, sua maneira inadequada de falar através da filosofia,  ecomo era competitivo que jamais  saberia levar um não.


Na minha fase de escola tive o prazer de conhecer grandes professores que nos viam como alunos e amigos, nos faziam analisar pequenos detalhes. E este livro me fez lembrar saudosamente deles. Talvez a geração futura não encontre professores à moda antiga, no estilo de merli e seus peripatéticos. Agora estou louca para assistir a série e ver se faz jus ao livro.

Comentários via Facebook

0 comentários:

Postar um comentário

@ManuscritoLiterario

© Manuscrito Literário – Tema desenvolvido com por Iunique - Temas.in